Policial militar esclarece confusão envolvendo MC Livinho em Maceió

O sargento afirmou que o cantor não foi identificado como autor de agressão e que o episódio teria sido um mal-entendido nos bastidores. Ele também destacou que a suposta quebra de contrato é uma questão cível e não teve relação com a atuação da PM.

A confusão envolvendo MC Livinho após um show em Maceió, Alagoas, ganhou novos detalhes. Um policial militar que atuou na ocorrência afirmou que o episódio foi provocado por um mal-entendido nos bastidores e disse que o cantor não foi identificado como autor de agressão.

O caso ganhou repercussão depois que imagens de MC Livinho sendo escoltado até uma van circularam nas redes sociais. Na ocasião, surgiram versões envolvendo uma suposta agressão nos bastidores e também uma possível quebra de contrato por parte do artista.

De acordo com o sargento Peixoto, a equipe policial estava do lado de fora da casa de shows quando foi acionada por um funcionário do evento. A informação repassada inicialmente era de que um dos donos do estabelecimento teria sido agredido fisicamente pelo cantor.

Segundo o relato do policial, a denúncia indicava que a confusão teria começado no camarim. Um dos sócios da casa, que estaria alterado, teria tentado tirar uma foto com MC Livinho. Após uma recusa inicial, o homem teria insistido outras vezes, o que gerou tensão entre ele, a equipe do artista e os seguranças do local.

“Passa o cantor caminhando a 90 km/h, rodeado de segurança. Aí a gente foi atrás e o resto vocês viram nas postagens”, descreveu o sargento ao comentar o momento em que a polícia tentou abordar Livinho na saída.

Ainda no local, porém, a versão inicial foi corrigida por outro funcionário da casa de eventos. Segundo essa nova informação repassada à polícia, não teria sido MC Livinho quem empurrou o empresário, mas um segurança ligado ao artista, após novas tentativas de aproximação no camarim.

Com a mudança na versão, a Polícia Militar tentou localizar a suposta vítima para formalizar o caso. O sargento contou que o homem já havia deixado o local.

“Aí eu falei: ‘Cadê a vítima?’. O rapaz respondeu: ‘Parece que ele foi embora, já estava meio alterado, levou ele para a casa’. Bom, se não tem vítima, não tem mais o que a PM fazer”, afirmou.

A partir disso, a polícia encerrou a atuação na ocorrência e permitiu que MC Livinho deixasse o local. Segundo o policial, o conflito foi resolvido ainda nos bastidores, após uma conversa entre representantes do evento e da equipe do cantor.

Depois do diálogo, as partes teriam se entendido, trocado pedidos de desculpas e encerrado a situação de forma pacífica.

O sargento também comentou as acusações envolvendo uma possível quebra de contrato. A produção do evento alegou que o show teria sido reduzido de 1h20 para cerca de 40 minutos por decisão do artista. Para o policial, no entanto, essa discussão não tem relação com a atuação da segurança pública.

“A questão contratual não tem nada a ver com a gente. A nossa situação foi só essa da suposta briga”, explicou.

A equipe de MC Livinho já havia negado a quebra de contrato. A versão apresentada pela defesa do artista é de que o atraso teria sido provocado por pessoas não autorizadas tentando entrar no camarim antes da apresentação, o que teria atrapalhado a concentração e a organização do show.

Com o novo relato, a confusão passa a ter uma versão diferente da que circulou inicialmente nas redes. Segundo o policial, a ocorrência envolveu uma suspeita de agressão que não se confirmou contra o cantor e uma discussão contratual que deverá ser tratada fora da esfera policial.